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Sobre Pr. Leandro Hüttl Dias

Servo de Cristo, pregador da Sua Palavra, filho de Deus, feliz por isso.

Siga o Mestre: atitude, pela fé.

jesusinterrogando“…E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos” (Marcos 11.27)

Fico imaginando a cena. Os ensinos de Jesus estavam perturbando a classe religiosa estabelecida – Jesus estava fazendo o que eles não estavam.

Aproximam-se de Jesus os sacerdotes, escribas e anciãos, – e um pouco de cada grupo (de fato Jesus estava perturbando). Do ponto de vista social, eles eram o poder religioso, chegando no plural, e Jesus era apenas um carpinteiro, sem nenhuma patente espiritual (Jesus como homem). Pensa na opressão e pressão que isso significava.

Entretanto, Jesus não se intimida com isso. Acho fantástico a convicção que Ele tinha e a comunhão com o Pai para se levantar contra esta classe poderosa da época que muitos temiam e sequer teriam a ousadia de contrariar.

Mas Jesus não. Ele não teme, não se intimida. O versículo seguinte diz que eles perguntaram a Jesus com que autoridade Ele fazia o que fazia. Ora, o cenário está armado, os “poderosos” chegam e perguntam, inquirem, e ainda por cima fazem uma pergunta dessa. Era de tremer nas bases para um judeu do primeiro século.

Jesus não somente não se intimida, como reage com a própria autoridade que é questionada: Ele faz outra pergunta. Mais: uma pergunta sem resposta favorável a tal classe de “poderosos” – tanto que eles não souberam responder:

“Então responderam a Jesus: ‘não sabemos’. E Jesus, por sua vez, lhes disse: ‘nem tampouco vos digo com que autoridade faço essas coisas'” (Marcos 11.33)

Pensa! Os arrogantes do início ficaram sem a resposta que queriam, chegaram em maior número, com todas as suas patentes e foram desbancados por um único homem, humilde, mas de extrema ousadia, comunhão e fidelidade para com Deus – e ainda não conseguiram responder a pergunta com a qual foram confrontados.

Os seguidores de Jesus precisam também se espelhar em sua ousadia, e receber dEle, pela fé, atitude.

Não sigamos somente os ensinos do Senhor, mas sejamos imitadores de suas ações, com a mesma disposição de fé. Amém!

E quando eu não entendo a Deus?

Nem sempre conseguimos entender Deus, e o motivo é óbvio: nossas limitações esbarram na eternidade do Criador. Então, como resolver essa equação, quando nos deparamos com situações em que não entendemos o agir de Deus?

1) Conhecer o que a Bíblia diz acerca da Pessoa de Deus, Seu caráter e Seus modos de agir

2) Entender que nenhum dos atos de Deus são divorciados de Seus atributos, que a Bíblia diz que são de Grandeza e Bondade (incluindo onipotência, oniciência, onipresença justiça, amor…)

3) Aceitar que qualquer coisa que eu não entenda deve ser aceito pela fé, crendo que Deus está sendo justo, amoroso e bom – exatamente porque Ele não pode fazer nada diferente do que Ele é: amor e justiça.

Que Deus abra nosso entendimento e nos dê clareza cada dia mais sobre aquilo que não compreendemos sobre este mundo, e o caminho para isso é crer em Jesus, o Filho de Deus como a única Verdade e Caminho para o Pai, estudar a Bíblia como Palavra de Deus, receber assistência do Espírito Santo para compreender a mensagem Revelada nas Escrituras. 📖

Graça e paz, 

Pr. Leandro

Fé vendida

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Pintura da Venda de Indulgências, Séc. 16.

 

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Banner Campanha da Prosperidade, Séc. 21.

 

Nas imagens, duas eras, mas o mesmo pecado do coração dos homens – inflamados por Satanás, naturalmente.

Muitas igrejas hoje cometem o mesmo erro da igreja no passado: buscam enriquecimento para fins humanos e não recursos financeiros legítimos para o sustento da obra de Deus. Antes, “vendiam” a salvação e o perdão dos pecados, buscando aliviar consciências culpadas; hoje “vendem” as bênçãos de Deus, despertando a ganância do coração dos homens. Além disso, exaltam pessoas, no lugar de apenas amar e respeitar o próximo.

Tudo isso deixando de lado a Palavra de Deus. E, sempre que ela é esquecida, inclusive no propósito da igreja (e sobretudo nele), as pessoas, mesmo que se digam cristãs, se perdem pelo caminho humano do pecado.

A saída? Reconhecimento do erro, arrependimento e confissão do mesmo diante de Deus, e, no plano natural, abandono do caminho errado acerca do que é ser igreja e um retorno aos padrões da Bíblia. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. Hebreus 13:8.

Se você faz parte de uma igreja, não compare a prática com a tradição ou com o que lhe disseram que é certo, mesmo que seja alguém da sua família, mas, compare sua igreja com a Bíblia e veja no que ela pode se tornar mais pura aos olhos de Deus.

O objetivo é trabalhar na pureza das igrejas e não apenas apontar o engano. Mas, para que igrejas sejam puras, é preciso que indivíduos estejam buscando aperfeiçoar a sua salvação, pela graça, por meio da fé.

Que Deus nos ajude a sermos fiéis à Sua Palavra até a morte, em Nome de Jesus, amém.

Pr. Leandro

Famílias que abençoam outras famílias

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Filipenses 4:8 | Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.

A tentativa deste mundo é criar mudanças de fora para dentro, buscando infiltrar a mente e os coração das pessoas.

Não pensemos que o diabo consegue mudar a sociedade do dia para a noite. Faz muitos e muitos anos que ele está trabalhando na desconstrução do modelo familiar. Muita coisa que vemos hoje e nos escandalizamos é simplesmente fruto de pensamentos corrompidos no passado.

Ele não começou atacando o formato de família como estamos vendo em nossos dias. Ele começou de fora para dentro, estimulando o pensamento, a imaginação, por meio de filmes, novelas, músicas, séries, livros e afins (dentre outras estratégias) para que, uma vez alcançando o interior, pudesse trabalhar na transformação cada indivíduo.

Assim, mesmo que o formato externo da família seja preservado os corações estão inchados pelo pecado, desejosos pelo mundo.

Mantém-se a aparência de família, mas sem sua essência, até que, por fim, o exterior também se quebre e temos um geração que se sente livre, mas escrava da insegurança, que, em parte, existe em função de não usufruírem desta estrutura planejada por Deus.

Uma das formas de afastamento da família é o isolamento, disfarçado por muitos relacionamentos com pessoas de fora. Muitos “amigos”, muitos contatos, muitos prazeres, mas nenhum laço, nenhum vínculo, nenhum afeto, nenhum cuidado. Cada um cuida de si…

É preciso cuidar com relacionamentos, quando eles forem só relacionamentos por si mesmo. Ou se são relacionamentos apenas para o prazer, pois ficamos sem afeto duradouro, sem compromisso, sem responsabilidade – sem nada permanente -, o que é tão importante para a segurança humana.

Nossas famílias cristãs precisam buscar para si a fim de também transbordarem para outros. Nossa missão é ser “sal da terra e luz do mundo” e não ser sal e luz para a igreja. A igreja já tem luz, sua missão interna é de edificar-se, mas, para o mundo precisamos levar, como indivíduos e como família, luz e valores.

Nossas famílias não servem à igreja? Não temos famílias inteiras com cargos e ministérios? Assim também a família precisa se ver atuando neste mundo!

O primeiro passo de nossas famílias missionárias, é preservar os valores espirituais da fé em Jesus, pois além deste ser o motivo de permanecermos firmes, será o único meio do mundo perseverar no modelo de família, restaurar famílias quebradas e buscar solução para os conflitos familiares.

A família cristã também deve perseverar na essência e não apenas na aparência, assim as famílias cristãs estão sendo exemplo, referência e testemunho deste modelo criado por Deus, portanto perfeito – e não suscetível a mudanças, diante de um mundo que está abandonando a estrutura familiar.

Precisamos vencer nossos conflitos por meio da fé, pois precisamos, além de vencer, ter a experiência para levar as pessoas de como enfrentarem seus desafios, naquilo que Deus quiser nos usar.

Mas, mesmo que não venhamos a enfrentar certos tipos de problemas não é nossa experiência que conta (a menos que Deus queira usá-la), mas nossa mensagem de salvação, perdão e direção – O Evangelho.

O fato é que precisamos abençoar outras famílias. Para isso precisamos ter cuidado para não perdermos nossa identidade.

Portanto, vamos relembrar:

1 – Precisamos como família perseverar na fé, em nossa busca espiritual;
2 – Precisamos como família perseverar em nossa essência, cuidando, vigiando para não abandonarmos esta estrutura segura criada por Deus;
3 – Precisamos como família vencer nossos conflitos por meio da fé, da espiritualidade, da oração, do conhecimento bíblico, ou seja, buscando o verdadeiro Deus através de Jesus. E levar esse testemunho quando Deus assim quiser nos usar.
4 – Mas isso não é tudo, portanto, devemos, como família, pregar o Evangelho acima de todas as coisas! Assim como servimos na igreja em família, podemos servir a Deus no mundo com o formato familiar também, além do que podemos fazer como indivíduos.

Para isso vale a penas meditar em 1 Coríntios 15:58:

Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.

Que o Senhor nos ajude a fim de que nós sejamos bênção para muitos lares, em Nome de Jesus, amém!

Pr. Leandro Hüttl Dias

Feliz 2017!

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“Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se” – Apocalipse 22:11

Caros amigos,

Mais um ano nos acompanhou em nossa peregrinação nesta terra. Erramos, acertamos, perdoamos, pedimos perdão. Vivemos; fomos cristãos.

O balanço de fim de ano do crente é diferente do que ainda não segue os passos de Jesus. Temos a certeza de que Deus é poderoso para perdoar nossas falhas, desde que tenhamos refletido sobre elas, nos arrependido e desejado de coração mudar. O importante nos erros não são eles em si, mas nossa postura depois de uma grande falha. Vamos continuar buscando a Deus para nos santificar, ou está bom até o ponto que avançamos? Já estamos bem, em nossa avaliação; já podemos entrar no céu sem mais nenhum tipo de mudança em nosso viver (em casa, no trabalho, com a igreja…), ou temos a consciência de que tudo apenas começou?

Mais um ano e é oportunidade de rever nossa vida espiritual. Aquele que ainda não se entregou a Cristo vai primeiro fazer o balanço do que ganhou ou perdeu materialmente, do que quer conquistar. Nós fazemos isso… depois! O descrente, até que conheça o Senhor, continuará fazendo o que é errado – o mundo continuará sendo o mundo. Quanto a nós, precisamos entender que fomos separados deste mundo e que precisamos ser luz para que outros venham para o Reino de Deus, pela graça, por meio da fé, numa obra soberana de Jesus Cristo, onde somos instrumentos vivos. Isso nos leva a uma segunda reflexão de ano novo: quantas almas alcançamos este ano? Em quantas vidas semeamos as Boas Novas de Jesus, que é o Evangelho?

Que Deus nos abençoe e ajude a ter um balanço ainda melhor no final do outro ano, pensando em nossa santificação e em nosso serviço para o Reino que deve gerar edificação nos irmãos e o alcance de pessoas para Cristo.

Um Feliz 2017, com um grande e forte abraço!

Pr. Leandro

A chance do jovem rico

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“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me” – Mc 10:21

Essa passagem é forte não apenas em função do apelo ao desapego dos bens materiais. Para o jovem rico desta passagem bíblica o confronto de Jesus foi referente às suas riquezas, vemos pelo contexto que era algo difícil para ele renunciar: “Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades” – Mc 10:22 (mas, mantenhamos em mente: qual é o nosso?).

Duas situações me chamam a atenção neste cenário. Primeiro o fato de Jesus ter fitado o jovem, e pela informação seguinte “o amou”, vemos que este fitar foi de cuidado, sentindo e sabendo na alma o que era preciso o jovem fazer a fim de atender sua necessidade espiritual.

O segundo ponto que me chama a atenção é a reação do jovem. A Bíblia diz que ele ficou contrariado. Fui checar essa palavra “contrariado” no original bíblico e encontrei uma definição diferente da que entendemos. Não significa que ele ficou revoltado, como muitos da geração “mimimi” de hoje ficaria. A palavra de fato remete a um estado de pesar, de tristeza, como o próprio texto frui e explica depois. Vamos nos lembrar que o jovem queria a salvação e a vida eterna, mas o preço foi alto demais para a confiança dele.

Assim seguimos nós quando não conhecemos Jesus. Confiamos em muitas coisas para nos sentirmos firmes, seguros e independentes. Mas, salvação não é apenas adentrar aos portões do Paraíso após a morte, envolve entrega aqui nesta terra também e confiança absoluta em Deus, que passa a governar a sua vida.

Para o contexto judaico em que isso aconteceu o confronto com a riqueza tem ainda outro significado, o judeu cria que a riqueza ganha honestamente era um sinal da bênção de Deus. Renunciar bênçãos por salvação parece uma loucura até para muitos evangélicos de hoje, que procuram congressos milagrosos para enriquecimento, curas e milagres – às custas de enriquecer os hereges que se dizem pastores do rebanho de Cristo.

“Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível “- Mc 10:27

Jesus mais uma vez fita o olhar e mostra a solução para todos estes problemas. Mas eu creio que Ele não estava fitando o olhar nas pessoas em si, mas, antes, em sua condição humana e pecadora. Isso volta o olhar de Cristo para nós, para todos nós. Este olhar nos fita e nos confronta com amor, sabendo do que precisamos das respostas que buscamos, mas que não queremos pagar o preço da renúncia.

A solução está, mais uma vez – e sempre -, em Deus. Ele pode nos dar graça para atendermos ao seu confronto. Não estou dizendo que não vai doer – o texto diz que vai ser possível, não que será fácil. Qual é o seu confronto?

Não faça como o jovem rico da passagem de Marcos 10.17-31; não volte atrás depois de ter ido à Jesus, mas avance e peça a graça que torna possível qualquer coisa – ela é a garantia.

Resultado? Vida eterna no paraíso e vida na terra dirigido, guardado e cuidado por Deus, mesmo em meios às lutas que o ambiente nos proporciona. Você terá todas as suas necessidades atendidas – materiais e espirituais; Deus não desampara. Pode corresponder ao olhar fito de Jesus – Grandes coisas estão por vir por trás deste olhar.

Em Cristo,

Pr. Leandro

Prioridades para a vida

Século 21. Numa era de tanta confusão e conflitos de direção, a Bíblia é capaz de nos orientar para a vida prática, de maneira a fornecer prioridades que possam ser aplicadas no cotidiano, que tragam ordem ao caos; ou a Palavra de Deus é apenas especulativa e se ocupa somente com o tempo por vir? A resposta é sim, ela é suficiente para nos dar direção para esta era! Ouça essa mensagem e deixe a Palavra de Deus falar ao seu coração e mente acerca de prioridades para a vida.

Os sofrimentos de Paulo e a nossa vida

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Atos 9.16 | “Pois lhe mostrarei o quanto lhe importa sofrer pelo Meu Nome”

Essa é uma das primeiras palavras do Senhor para Paulo, o Apóstolo dos Gentios. Alguém deveria sofrer, a fim de que outros ouvissem a mensagem que começava a se espalhar pela Palestina e ganharia o mundo.

2TM 4.9-17 | “Procure vir logo ao meu encontro, pois Demas, amando este mundo, abandonou-me e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, e Tito, para a Dalmácia. Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério. Enviei Tíquico a Éfeso. Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus livros, especialmente os pergaminhos. Alexandre, o ferreiro, causou-me muitos males. O Senhor lhe dará a retribuição pelo que fez. Previna-se contra ele, porque se opôs fortemente às nossas palavras. Na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandonaram. Que isso não lhes seja cobrado. Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada, e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão”.

Paulo estava chegando ao final de sua existência, na passagem acima. Daquele encontro com Jesus próximo à Damasco (Atos 9) em diante, toda a sua jornada foi dedicada ao seu Mestre, Senhor e Salvador. Aquele a Quem Paulo perseguia agora era a Quem servia – com todo zelo, amor e dedicação – Jesus. O apóstolo iria ao ponto de entregar a sua própria vida, se preciso fosse. A tradição cristã diz que Paulo foi decapitado em Roma durante o reinado de Nero em meados dos anos 60.

Depois que se encontrou com Jesus, Paulo dedicou-se integralmente à pregação do Evangelho, sem desistir, por mais que os desafios e as adversidades viessem, Paulo queria ser fiel Àquele que o chamou.

E, no fim da sua vida, vemos Paulo sozinho, com poucos amigos perto de si, mas que o amavam de verdade. Ainda contava inimigos, e muitos, embora a todos abençoasse. Seu trabalho foi árduo, de muito fruto e resultado para o Reino de Deus, embora, para este mundo, foi um trabalho sem glória – ele não teve lugar de fama ou de prestígio.

Entretanto, apesar disso tudo, vemos um fator distintivo na trajetória  de Paulo, que devemos buscar para a nossa também:

2 Tm 4.17 | “Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada, e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão.”

O Senhor permaneceu ao lado de Paulo e lhe deu forças.

Não se cumpriu somente a Palavra de que alguém precisaria sofrer pelo Nome de Jesus – e esse alguém foi Paulo (cf. Atos 9.16), para aquele propósito, daquela época; mas também se cumpriu a Palavra da suficiência da graça:

2 Coríntios 12:9 | “Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. “

Deus cumpriu – e Paulo escreveu – que a graça de Deus o sustentou e bastou para todas as coisas na vida, independente da situação.

Não importa a situação que você viva, a experiência vai se repetir fielmente, e a graça de Deus será o bastante para você.

Certamente, mesmo como discípulos de Jesus Cristo, a maioria de nós não vai sofrer como Paulo. Logo, se Paulo suportou, nós também suportaremos as provações.

Claro que a graça de Deus seria bastante mesmo que sofrêssemos mais do que Paulo. Mas, se ela foi suficiente para quem sofreu mais, ela será para quem sofrerá menos, assim como nós. Portanto – nos sobram exemplos para superar os desafios da vida pela fé.

Não desampare a sua fé. Não sabote a sua experiência espiritual com Jesus. Creia! Jesus veio para lhe ajudar. Em primeiro lugar para o que é mais importante, a vida eterna. Mas, em segundo lugar, para toda a sua experiência como pessoa aqui nesta terra criada por Deus, mas manchada pelo pecado – o qual Jesus pagou o preço na cruz.

É o pecado que causa todo esse cenário de caos que vivemos no mundo. Jesus não veio apenas para pagar pelo preço do pecado, mas também nos ama o bastante para nos ajudar a lidar com as consequências do pecado.

Assistidos por Deus e revestidos de força vamos prosseguir frente às adversidades. E, quanto as impossibilidades, seremos libertados da boca do leão!

Esse é o nosso Deus de graça: não tema. Qual é a situação do seu dia a dia que tem lhe tirado a paz? Não tema, confia, Ele vai lhe ajudar!

Ore, e entregue-se; situações vêm sempre para nos manter no Caminho e não nos fazer sair dele. Vamos nos dispor a aprender mais com Deus – até o fim da nossa vida – porque Ele estará conosco todos os dias (Mt 20.28).

Que o Senhor seja com nosso espírito e que a graça seja sobre nós. Em Nome de Jesus, amém.

Pr. Leandro Hüttl Dias

O que é comunhão cristã?

[Mensagem bíblica em áudio] O ser humano por natureza e essência não pode viver sozinho. A vida em sociedade não é ideia humana, mas divina. E, se é divina, há princípios para que se viva desta maneira, e claro que tais princípios vêm da Palavra de Deus.

Num mundo decaído pelo pecado, entretanto, é impossível ver em alguma cultura o exemplo de como se vive em sociedade segundo os padrões divinos. Contudo, depois da Obra de Jesus na Cruz do Calvário, é possível ver um povo que tem esses padrões revelados e a quem foi dado o Espírito Santo da promessa para que se empenhassem em viver assim: a igreja de Jesus Cristo.

A pergunta é: como ela tem entendido – e vivido – o conceito de comunhão? Ouça esta mensagem e vamos refletir biblicamente sobre o assunto.

[Pregada em 30/10/2016 no Culto Dominical Noturno da Igreja Batista Vila Galvão]

Encorajamento às famílias

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“Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” – Mateus 4:4.

Quando pensamos nos filhos, uma das preocupações é a alimentação: em fase de crescimento, os filhos precisam de uma série de vitaminas e minerais que garantam um desenvolvimento saudável. Depois, quando nos tornamos adultos, precisamos continuar nos preocupando com a alimentação, a fim de prover manutenção para a vida do corpo.

Mas, Jesus nos falou na passagem acima, que nem toda a nossa preocupação deve ser voltada para as coisas naturais. A Palavra de Deus em nós é alimento para a alma; para nosso espírito! Uma vez que nascemos de novo em Cristo, precisamos nos alimentar para manter viva a nossa espiritualidade. Interessante notar como os princípios das coisas sobrenaturais têm relação com os das naturais – tanto que essas comparações muitas vezes são encontradas nos ensinos bíblicos. Creio que Deus fez assim para podermos aprender mais sobre o mundo espiritual, através do mundo físico.

Sendo assim, estou motivando você e a sua família a manterem uma alimentação espiritual saudável dentro do lar! A ideia é um retorno ao culto doméstico com a participação de todos, sugiro o seguinte formato:

  1. Escolham um texto bíblico;
  2. Façam uma leitura alternada, cada membro lê um versículo;
  3. Compartilhem sobre o que Deus falou ao coração de vocês através do texto lido;
  4. Compartilhem pedidos de oração pela família, individuais e orem!

Isso será para a sua família vida e paz! Caprichem no desafio, se não tiverem ideia de um livro, sugiro Provérbios, cada trecho já dividido na Bíblia, ou, pelo menos, 10 versículos. Que Deus nos abençoe em Cristo!

Pr. Leandro