A Nova Reforma pertence aos jovens!

Reforma Protestante
500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE, E O QUE OS JOVENS TEM A VER COM ISSO?

“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações”. Mas eu disse: “Ah, Soberano Senhor! Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem”. O Senhor, porém, me disse: “Não diga que é muito jovem. A todos a quem eu o enviar você irá e dirá tudo o que eu lhe ordenar. Não tenha medo deles, pois eu estou com você para protegê-lo”, diz o Senhor. O Senhor estendeu a mão, tocou a minha boca e disse-me: “Agora ponho em sua boca as minhas palavras. Veja! Eu hoje dou a você autoridade sobre nações e reinos, para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir; para edificar e para plantar” – Jeremias 1:5-10

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Porta da Igreja de Wittenberg, trocada após um incêndio e hoje em bronze, com as 95 teses gravadas.

Reforma sempre esteve no coração de Deus. Os vários profetas levantados no período bíblico, como Jeremias, demonstram isso, muito antes de Martinho Lutero martelar as suas 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, contra as heresias pregadas pela igreja da época. 500 anos após a Reforma Protestante, vemos que a frase usada à época desta: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (Igreja Reformada está Sempre se Reformando), nunca foi tão necessária para o cenário dito cristão do século 21.

Vivemos numa era de muita dificuldade em todas as áreas. Nunca tivemos um tempo assim, com tanta pluralidade.

No cenário religioso não é diferente, e, no meio cristão, o problema tem sido o mesmo. Aliás, os cenários mundano e cristão muitas vezes têm se confundido e diferenciado-se somente por um título ou rótulo, chamado “gospel” ou “evangélico” ou “da igreja”. Mas, o estilo de vida não tem demonstrado diferença. Por exemplo, o índice de divórcio no mundo está em 50% e na igreja o mesmo índice: 50%. O reflexo na primeira instituição criada por Deus, a família, pode nos mostrar como estão as outras áreas da vida daqueles que se dizem cristãos.

O QUE JEREMIAS E EU TEMOS A VER COM LUTERO?

Em 2RS 22-25 e 2CR 24-36 tomamos conhecimento do cenário da época do profeta Jeremias. Por 40 anos ele pregou contra a idolatria e outros pecados, perfazendo o tempo de reinado de 5 reis, os últimos 5 antes do exílio. Os anos de pregação foram de 627 à 586 a.C; embora o pecado vinha de mais tempo. Mas, nada diferente do século 21, de 2017, pois o pecado do coração do homem não mudou.

Jeremias não era uma criança, no hebraico a palavra aqui traduzida pode significar qualquer pessoas entre três meses até 40 anos, a ideia é de alguém bem novo. Ele tinha entre 20 a 25 anos quando Deus o chamou. Um jovem que Deus tinha separado para uma missão.

A condição espiritual do povo era de pura adoração a ídolos, conforme já nos mostra o capítulo 2 de Jeremias, incluindo o estabelecimento de um sacrifício de crianças, como o mundo da época fazia, o estrangulamento de profetas, dentre outros pecados. No meio de todo esse cenário é que Jeremias é levantado. Sim, o cenário dele não era diferente do nosso, no sentido de rebelião contra Deus e seus mandamentos, diferenciando-se apenas no aspecto exterior, mas não do que havia no coração dos homens. Jeremias, Lutero e nós sempre estamos lidando com o pecado.

Em nossos dias, a distorção da Palavra pelo povo que se diz de Deus, se dá de forma diferente do que na época de Jeremias, em seu formato exterior, da mesma forma que aconteceu à época de Lutero e outros reformadores. Abaixo segue um vídeo com as heresias contemporâneas, é de rir e chorar, ao mesmo tempo:

A venda de quinquilharias ungidas tem aumentado e não diminuído. A fé de muitos tem se esfriado, e são incontáveis os que estão na igreja por comodidade, frios, vivendo uma vida mundana em seu coração e mente, enquanto estaciona o carro na frente dos templos todos os domingos para assistir a um culto. Sim, o termos é assistir, pois isso nada tem a ver com cultuar.

No meio de todo esse cenário, você eu eu observamos muita coisa, não somos bobos nem tolos, percebemos muita coisa errada. Mas muitos não falam nada. Ficam calados e o erro não é confrontado. O pecado não é deflagrado.

Mas não somos só nós que vemos e percebemos as coisas. Deus também vê – e infinitamente além de nós.

Muitos que estão nas igrejas estão adorando aos mesmos “deuses” do mundo; por isso estão iguais a eles. Adorando a própria opinião, ao dinheiro, a sexualidade, a vaidade, o orgulho, o conhecimento. Com a desculpa de se contextualizarem têm aproveitado e se mundanizado. E os “pastores” estão junto. Vendendo um monte de inutilidade gospel. Ofertas que despertam a ganância das “ovelhas”, chamadas sementes – que tais pastores idólatras do dinheiro parcelam em até 10X no cartão sem juros! Decadência! Esse era o cenário de Jeremias, de Lutero e é o nosso!

Por que na época de Jeremias as pessoas faziam o que faziam? Porque era nisto que confiavam, era isto que promovia para eles o que queriam: confiança em si mesmo, ou confiança em algo que não pregue a luta contra o pecado, como o nosso Deus exige, porque Ele é Santo.

O livro de Jeremias relata historicamente uma série de maldades dos judeus. Mas, como Palavra de Deus, este livro mostra a condição do ser humano longe de Deus, que precisa ser tratado pelo Evangelho.

Muitos jovens estão sendo levantados para trabalhar na reforma da fé neste século 21. Jovens, leiam a Bíblia, estudem teologia, leiam livros, orem mais do que vocês imaginam que é necessário. Teologia não é somente para quem vai ser pastor. São muitos os erros doutrinários, e, esse vazio de ensino de doutrina é que leva às pessoas a serem enganadas pelos lobos devoradores deste século.

 Só mudou a mercadoria na prateleira religiosa, ao invés da salvação, de 500 anos atrás, hoje temos as bênçãos sendo comercializadas por lobos devoradores nos dias atuais. Que Deus traga severo juízo a cada um deles!

Seja qual for a idolatria, apenas a instrução correta da Palavra de Deus é que vai promover uma Reforma. Foi assim com Martinho Lutero, ele mesmo afirmou: “Eu simplesmente ensinei, preguei e traduzi a Palavra de Deus. Eu não fiz nada; a Palavra fez tudo”.

CORAÇÃO E MENTE APTOS PARA A REFOMA

Você deve estar disposto a trabalhar na reforma da fé, jovem, em amor e em parceria com os pastores do seu tempo; mas, para isso, precisa trabalhar na reforma da sua vida.

Não basta ser separado e estar bem capacitado, é necessário ser consagrado.

Estar cheio de conhecimento de teologia não fará nada pelo seu chamado, somente a obediência a Palavra de Cristo, pela graça, é que vai conduzir aquele que é chamado ao destino que Deus tem para ele.

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Jeremias e o preço da fidelidade.

Você é separado para o serviço a Cristo e não para o estrelado. Deus separa servos e não estrelas. Pessoas que se preocupem a glória de Deus e que não desejem ocupar o lugar de Deus, mas sim com servir fielmente à Sua Palavra, como fez Jeremias, a despeito dos sofrimentos. Ser separado envolve fidelidade e não criatividade sobre a obra de Deus. Deus prescreveu na Bíblia o que Ele quer que a igreja faça. Nos cabe dedicação em estudar a Bíblia e conhecer a vontade de Deus. Ali encontraremos a nossa direção e não em nossa mente.

Deus não precisa da nossa visão sobre a Sua obra, mas sim nossa fidelidade à visão dEle.

Sei que alguém pode questionar que ninguém da época de Jeremias se arrependeu. Porém, quero lembrar que na Cruz Jesus bradou “está consumado”. As profecias de Jeremias foram cumpridas a respeito da nova aliança, em Cristo, na Sua Pessoa e obra. Deus também enviou o Espírito Santo e temos mais promessas de nosso Deus fiel. Podemos ter esperança em Jesus.

Precisaremos abrir mão de muita coisa sim, mas Deus nos dará graça e força, por  Sua bondade e misericórdia, para cumprirmos Seus propósitos em nossa geração (At 13.36), em Nome de Jesus, amém!

Pr. Leandro Hüttl Dias

Um comentário em “A Nova Reforma pertence aos jovens!

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  1. Atualização:

    Depois que escrevi este texto recebi um e-mail informando o lançamento de um livro pertinente ao comentário do post. Posto descrição e link abaixo:

    Por que a Reforma ainda é importante?
    MICHAEL REEVES , TIM CHESTER

    A Reforma sempre teve a intenção de ser um projeto contínuo. Neste livro, os autores Michael Reeves e Tim Chester respondem 11 questões vitais levantadas pelos reformadores – questões que permanecem de importância crucial para a vida da igreja e dos cristãos nos dias de hoje.

    Algumas delas são:

    Como obter a aprovação de Deus?, Como vencer o pecado em nossa vida?, Como Deus nos fala?, Como saber o que é verdade?, Por que tomamos pão e vinho?, Em qual igreja devemos congregar?, Que diferença Deus faz nas segundas-feiras pela manhã?, Que esperança temos em face da morte?.

    Defendemos que, depois de quinhentos anos, as igrejas evangélicas seriam bem servidas pela redescoberta da teologia reformada. Os Reformadores são parceiros vitais para nossos dias e têm o potencial de renovar e revigorar nossas igrejas.

    https://www.editorafiel.com.br/historia-da-igreja/703-por-que-a-reforma-ainda-e-importante.html?utm_source=INF-lancamento-PorqueAReformaAindaEImportante&utm_medium=informativo-lancamento&utm_campaign=INF-lancamento-PorqueAReformaAindaEImportante

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