Dar Frutos – Parte 2

fruto

Leia a Parte 1

Jesus disse em Atos 1.8:

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

Você já releu um livro ou assistiu a um filme mais de uma vez? O que aconteceu? Você teve novos insights! Percebeu coisas que não tinha notado antes, ou então outras fizeram mais sentido para o seu entendimento. Rever Mateus 28.19-20 (O “ide”) e Atos 1.8 (acima) deveria causar este tipo de reação num discípulo de Jesus!

Deus espera que você e eu evangelizemos e ensinemos pelo menos o básico da vida cristã. Volto a dizer: não significa que o que já fazemos para Deus não seja bom ou útil (se for bíblico). Mas, não podemos dar fruto somente na igreja – é preciso dar fruto no mundo, a fim de que o Evangelho cresça.

E, talvez, você me diga: “mas, pastor, eu não sei discipular, eu mal sei evangelizar!” É uma realidade, por isso que eu lhe digo: “para discipular, primeiro seja discipulado”.

Você tem participado das ações de discipulado promovidas pela sua igreja? Tem caminhado junto com alguém? Tem estudo a Bíblia acompanhado(a) de outra pessoa?

Deus quer aumentar as igrejas, amados, no tempo e ao modo d´Ele. E, os novos convertidos vão precisar ser acompanhados, ensinados, conforme ordenou Jesus.

E a grande comissão é de toda a igreja, não somente do pastor. Todo evangélico deveria ser capaz de evangelizar e discipular uma pessoa nos passos básicos da fé. Naturalmente é preciso haver uma estrutura na igreja para capacitar os discipuladores – onde entra fundamentalmente o trabalho do pastor.

As igrejas de Cristo precisam ser igrejas discipuladoras, capazes de discipular, a fim de poderem ser multiplicadoras. Do contrário… multiplicarão o quê?

Depois de compreendermos bem nossa cultura de discipulado, precisamos evangelizar. A evangelização e o fazer discípulos precisam ser vistos como uma consequência, um transbordar… um fruto!

Se isso for bem trabalhado pelo ministério pastoral – e assim assimilado pelas ovelhas de Cristo, conforme a Palavra, podemos deixar de ter um “departamento de evangelização” dentro da igreja, a fim de adotarmos uma cultura de evangelização!

Isso é muito mais útil e muito mais abrangente para a causa do Reino de Deus – e para promover a glória d´Ele.

Não é errado ter um departamento ou ministério de evangelização, desde que ele promova a cultura em toda a igreja local – e não a faça terceirizar a responsabilidade de testemunhar Cristo ao mundo.

A conversão fica por conta de Deus. Sim, veja bem: você não será cobrado por Deus se converteu alguém, mas sim se testemunhou e se cuidou daquele que Deus converteu:

Essa convicção, por si só, já retira a resistência de muitos crentes quanto a evangelização!

Alguns têm medo de evangelizar e não conseguirem “ganhar almas” para Cristo, o que lhes gera um bloqueio psicológico. Mas, a conversão é algo produzido por Deus. Algumas pessoas serão evangelizadas e não haverá conversão – mas o ato de evangelizar não foi em vão, será usado para juízo.

Não sabemos quem vai se converter, Deus sim, então, vamos nos limitar a sermos fiéis, fazendo o que está na Bíblia, pregando a todos quantos for possível (com atitudes e palavras) e cuidando de quem vier a crer. Nosso trabalho nunca será em vão: ou será usado para juízo, ou para Deus converter alguém, e, sempre, para cuidar (discipular) daqueles que vierem a crer.

Cada vez que você testemunhar fielmente do Evangelho, fique satisfeito, pois você cumpriu o que lhe cabe. É isso que Deus requer de você.

O restante é com Deus. Pode ser que Ele lhe dê a chance de falar um pouco mais para a pessoa, ou “apenas” de dar testemunho com sua vida (o que é mais forte e impactante do que falar). Então, pode ser que outra pessoa venha a falar, e, então, Deus complete a obra. Às vezes será ao contrário, em outras ocasiões, de outra forma. Apenas seja fiel.

Discipular não é uma tarefa difícil, do ponto de vista que você recebeu o Espírito Santo e pode contar com apoio pastoral e a estrutura da igreja para isso. Acredite em mim: assim como na evangelização, o ato de discipular tem mais barreiras em nossa mente do que no mundo real. Deus quer usar pessoas: nós, os que cremos (não há outras para serem usadas). O mundo está sedento.

Precisamos dar frutos e nos preparar para isso. A missão do “Ide” é da igreja. É para a igreja que Jesus diz: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos”.

A missão do pastor é ensinar o rebanho a cumprir o “ide”. Despertar, capacitar e manter o foco para isso. Além de fazer junto, é claro.

Neste tocante a dar frutos, para isso é dado um pastor: para orientar o rebanho na sua missão. E, também para os problemas mais difíceis, para aconselhamento, para apascentar o rebanho, intervir em conflitos, dar unidade e direção geral aos ministérios etc. Além de sua missão principal e fundamental: O Ministério da Palavra.

Mas o “Ide” é de todos! É evangelizar e discipular, a partir da igreja local e até os confins da terra, e, para tanto, oramos, nos envolvemos, testemunhamos, discipulamos (obra local); e intercedemos e ofertamos (obra de missões). Não há nada mais interessante e empolgante para um cristão, nascido de novo, do que fazer discípulos, acredite em mim.

A obra tem que ser feita, Deus tem despertado os crentes ao redor do mundo e nossas igrejas não podem ficar fora dessa, até que Ele venha, em Nome de Jesus. Capacite-se e envolva-se!

Sei que nem todos são chamados para serem líderes, e nem estou sugerindo isso, mas certamente todos podem alcançar alguém através de um relacionamento que venha a ser bênção com o testemunho de Cristo e o discipulado.

Como diz o “Pacto das igrejas Batistas“, que “o Senhor nos abençoe e nos proteja para que sejamos fiéis e sinceros até a morte”. Amém.

Pr. Leandro Hüttl Dias

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