Com tanta bomba política estourando, o que podem fazer os evangélicos?

Já virou até piada. Depois das últimas delações acerca dos envolvidos no escândalo do “PeTrolão”, já chamado de “a maior corrupção contra uma empresa pública na história da humanidade”, cada um dos apontados – cada um deles – vêm a público dizer: “sou inocente, não fiz nada, estou triste com isso, estou chocado pelo meu nome ter sido citado, vou contribuir com as investigações”, etc, etc. A maior piada é “abro meu sigilo bancário para as investigações”, como se dinheiro de corrupção fosse, realmente, registrado em movimentação de banco (exceto “esquentado”).
O governo tem feito todas as manobras típicas dos caricatas “encantadores de cobras” dos desenhos animados. Fala-se bastante. Como se fala neste governo! Palavras como máscaras, como nuvens de fumaça – as tais usadas para encantar o povo – como num passe de passe de mágica, que ilude, manobra e coloca o povo para dormir.
Dia 15 está previsto mais um movimento popular. Vai dar certo? Não vai? Isso mostra também a necessidade de lideranças, pois é um movimento difícil de se articular sem líderes estabelecidos, de difícil continuidade e difícil de se se levar a cabo ações concretas, pela mesma razão.
Enxergamos, aí, o problema do próprio povo. A humanidade abraçou tão forte o pecado, a vida desregrada, o prazer por prazer que agora não consegue se articular contra o que a própria democracia deixou acontecer, ocupada que estava com festas, baladas, regada a muito hedonismo e total ausência de responsabilidade com a vida. Foi um efeito cascata. Começou pelas e nas famílias (para pensar mais profundo).
Bom, diante disso tudo, o que um evangélico pode fazer acerca desta crise? Pode sair às ruas. Pode. Pode fazer tuitaço, panelaço e outros …aços mais. Pode. Desde que não haja agressão, vandalismo, exerça seu direito de cidadão. Mas, o que ocorre, ao meu ver, é que isso não intimida o governo. A presidente vem a público dizer que isso faz parte da democracia e que não é um problema a população de se manifestar, desde que de maneira pacífica. Entendam (crentes e não crentes): Podemos fazer quantos movimentos de protesto quisermos, Dilma, Lula e PT não irão mover um botão do controle remoto apoiados em seus sofás do lugar. Quem vai para as ruas é o próprio povo. São policiais (povo) que no fim enfrentam seus concidadãos. Pais de família vs. pais de família. Ninguém da cúpula vai perder o sono no dia. O governo já se acostumou, é só driblar, contornar. É só racionalizar, equacionalizar e resolver. Soma? Claro que soma, claro que é válido, mas como eu disse acima, precisa de mais do que isso, e o ciclo das ideias se repete.
Ou os movimentos têm uma liderança engajada, ou, pelo menos, todas juntas um foco claro: impeachment. Sim, porque já foram feitas manifestações, reclamações, teve até uma eleição no meio do caminho(!!!) e nada mudou… só resta isso agora. Ou então vão colocar o gigante para dormir de novo; se ele acordar.
Bom, no entanto, assistindo aos jornais, o que tenho pensado é: o que um cristão pode fazer diante deste poder nefasto em nossa pátria? Orar. Oração é o que é preciso para o cristão começar a se posicionar diante disso. Não é possível que vamos ver tudo pela “janela da sala” do nosso lar e não vamos orar pela nação, clamando e pedindo ao Senhor que faça justiça, que mova sua mão soberana sobre a política e que faça justiça com Seus atos poderosos sobre nosso país. Deus age e é soberano sobre o mundo secular também, não somente sobre o Seu povo, Ele é Deus. Ele pode fazer justiça sobre as autoridades da terra, a Bíblia mostra Deus fazendo isso para cumprir os Seus propósitos; Ciro (Isaías 44.28) e Nabucodonossor (Daniel 4) são pelo menos dois casos.
Mas, não peçamos somente para Deus “resolver” ou “dar um jeito”, porque Ele é Deus – e para nos livrar do problema que não suportamos, só como o fim de nos aliviar. Mas, que o Senhor cumpra Seus propósitos sobre esse país, os quais devem estar o Seu povo em sintonia para obedecê-lO e honrá-lO. Que o centro seja Ele e a glória dEle, a vontade dEle, “assim na terra como no céu” e o a nós mesmos e nossos interesses! Precisamos de cidadãos responsáveis e sérios para termos políticos do mesmo calibre, até porque estes saem daqueles. É matemática pura e simples, não é conta difícil de se fechar. Se o governo democrático é do povo para o povo, não se resolve somente tirando os políticos corruptos que estão lá. Quem vai ficar no lugar deles? A fonte tem que estar limpa para que toda a obra esteja. Se só tirar o corrupto bastasse, desde a renúncia do Collor a coisa já estaria resolvida! Não é a Dilma todo o problema. Ela pode ser o problema que está na vitrine, mas, se tirar ela, o que tem no estoque?

Precisamos todos nos voltar ao governo soberano de Deus, descrito em Suas Escrituras, a Bíblia Sagrada, para encontrar o caminho. O povo precisa de um Senhor e este Senhor é Deus. Mas não apenas para atuar como um “resolvedor”, um apagador de incêndio, mas, para consertar a nação. Não são todos convertidos, mas todos os convertidos podem começar orar. Podem ir as ruas, claro, mas devem orar pela sua pátria onde vivem e buscar a ordem de Deus, isto é bíblico.

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” – 2 Crônicas 7:14.

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” – 1 Timóteo 2:1-4

Claro que a vida eterna é a de maior interesse para o crente fiel, mas, por enquanto, aqui, temos direção da Palavra de Deus para agir – e isso espiritualmente, como cidadãos do céu -, independente de como cada um escolha como agir como cidadão brasileiro, desde que não transgrida as leis.

Pense nisso.
Pr. Leandro Hüttl Dias

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