Dia-a-dia cristão

Muitos problemas tem sido causados na Igreja de Cristo através dos próprios ministros de Deus.
O que Deus deixou para ser ministrada foi a Sua Palavra, e a Obra sacrificial do Calvário, pelos méritos de Cristo, seja isso através da música, seja através da pregação.
As pessoas tem recebido ministrações baseadas nos excessos humanos e no marketing de forte impacto para venda imediata, que se infiltrou na igreja.
Lembro-me da capa de um CD onde a cantora estava com uma capa deitada em cima do piano, orando e louvando. Suas apresentações sempre eram desta forma e suas falas sempre eram carregadas de “owh, owh…” (não sei se consegui me explicar, mas tudo era uma voz muito mole e cambaleante). O problema com isso é que é construída uma imagem de espiritualidade para as pessoas que elas levam para o cotidiano. E não se pode viver assim no dia-a-dia.
Muitos cristãos tem sido levado a receber apenas ministrações com rajadas de línguas estranhas, visões de anjos e bolas de fogo, operações de poder ao máximo, extasiante; e, eu repito, tomam uma atitude perigosa: levam isso para o cotidiano.

E isto também tem sido ensinado na TV como vida cristã(!).

Típico culto pentecostal. Realmente muitas vezes precisamos
extravasar a angústia diante de Deus, e isso pode soar
estranho (1 SM 1:13), mas os problemas dessa terra são tantos que
às vezes é necessário para muitas pessoas. Mas isso não se
aplica ao cotidiano. E o maior erro na história é dos “ministros”
e “pastores” que guiam os rebanhos. Urge a volta do ministério
dos mestres nas igrejas.
“E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado” 1 Tessalonicenses 4:11 
Quando lemos “procureis viver quietos” ou “Esforcem-se para ter uma vida tranquila” como diz a versão NVI da Bíblia (“Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos” 1 Tessalonicenses 4:11 NVI) podemos associar na razão a imagem de uma vida mofada, parada. Mas essa não é a vida tranquila com Cristo. Sem Ele pode até ser mesmo.
Cristãos caem em outro erro aqui: querendo mostrar que não têm uma ‘vida mofada’ fazem um monte de coisas para provar ao mundo que vivem intensamente e acabam incluindo o pecado neste pacote (quem nunca viu crentes gostando de marcas de cerveja em rede social, postando fotos e comentários duvidosos acerca do conteúdo da fé cristã. É simplesmente porque não têm tal conteúdo, somente a casca).
Agora, como encontramos o equilíbrio entre a vida mundana e a vida mofada? Conhecendo a vida cristã.
O cristão vive a vida diária normalmente, trabalhando como para o Senhor, estudando (planejando servir a Deus e ao próximo com seu dom), e também divertindo-se. Sim, um servo de Deus sabe se divertir mesmo, pra valer e curtir! Contudo, alguns não entendem que um momento de diversão não é porta para debandar à algum pecado. Somos servos de Deus, e Ele requer que vivamos em santidade. Divertir-se é uma coisa. Pecar é outra coisa. Muitos misturam, não conhecem a lucidez do assunto e debandam. Na Igreja os jovens são alvos frequentes disso. Precisamos é de esclarecimento do assunto, constante, talvez maior do que a pressão que recebemos do mundo. Para tal esclarecimento precisamos estar na igreja aprendendo da Palavra. Mas para isso as igrejas precisam pregar direito. Precisam parar de tratar jovens como crianças e tratá-los como adultos, como o mundo faz. Isso é só uma das coisas. Deixar este apego ao dinheiro e se preocupar com as almas NO SENTIDO DE ENSINAR. O que ensinar? A vida prática diária. Se não fizermos isso as ovelhas continuarão a construir a idéia de cotidiano com base na capa de CDs e de pregações explosivas.
Olha, a manifestação do Espírito Santo pode causar coisas diferentes da rotina, pode lhe provocar êxtase (Atos 10:10), mas isso não quer dizer que:
1 – O E.S. não esteja no cotidiano
2 – Essa presença no cotidiano seja igual e padrão às manifestações de poder, o E.S. é flexível. Não no que se refere à valores, mas a atos. Ele é Consolador, Ele lembra as Escrituras – por exemplo – isso são atitudes que podem ocorrer com gentileza e mansidão, e são duas operações dEle bem ligadas ao dia-a-dia.
Precisamos do Espírito para dons de milagres, mas precisamos dEle para o dia-a-dia também, para trabalhar, por exemplo, que é uma direção Divina dada ao homem no Éden antes da Queda. Precisamos dEle para nos divertir, pois podemos curtir mesmo bons momentos, sem escorregar para o pecado posto que Ele nos lembra da Palavra e ficamos dentro da diversão, pura, gostosa, até o fôlego acabar e a barriga doer de tanto rir, mas sem pecar. A vida precisa de diversão, mas rejeitamos o pecado, porque somos santos. E mais: Ele nos trás alegria, por isso se tivermos diversão e alegria do Espírito Santo está bom demais! 
Precisamos urgentemente da volta à espiritualidade cristã no cotidiano e de líderes que ministrem isso. A vida não é um “espetáculo de música” nem um “culto de poder” em todos os seus dias.
“E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado” 1 Tessalonicenses 4:11 

“Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos” 1 Tessalonicenses 4:11 NVI

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