Você fala o que pensa?

Neste artigo relacionei um artigo do portal Yahoo de Francisco Galindo com um texto do escritor Charles Swindoll.

Temos um desafio a cada minuto da nossa vida, que são as escolhas que fazemos de falar ou não alguma coisa para alguém, e, antes disso, de dedicar nossa atenção, pensamento e emoção à tal decisão e ação, o que pode tomar grande energia de uma pessoa, e tudo isso num lapso de tempo ultra-curto, é incrível! Já aconteceu com você?

Na verdade esse processo é inevitável, e a forma como lidamos com ele pode trazer benefícios para nossa saúde emocional – ou ser terrível -, tudo depende do que planejamos e do que decimos fazer.

Parece difícil tomar a sempre atitude acertada? Ou às vezes você sabe o certo, gostaria de fazer, mas algumas coisas parecem lhe impedir? Mas há alguém em quem podemos confiar para melhorarmos, que é Jesus Cristo, que através dos séculos diz ao mundo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Esta parece ser uma ótima notícia neste mundo que não oferece ajuda, apenas muita cobrança.
A seguir, as duas colocações sobre o assunto… dê sua opinião no final! E veja se não valeu esta leitura. Recomendamos!

A importância da postura
Por Charles Swindoll

Você pode se surpreender, mas creio que a decisão mais significativa que posso tomar diariamente é como portar-me. Ela é mais importante que o meu passado, minha educação, meu dinheiro, meus sucessos ou fracassos, fama ou sofrimento, o que outros pensam ou dizem a meu respeito, minhas circunstâncias ou minha posição. A postura que adoto me mantém caminhando ou prejudica o meu progresso. Só ela me incentiva ou enfraquece minha esperança. Quando minha postura é correta, não há barreira alta demais, vale profundo demais, sonho extremado ou desafio grande demais para mim.

Devemos admitir, entretanto, que gastamos mais tempo nos concentrando e sofrendo por causa de coisas que não podem ser mudadas do que dando atenção àquela que podemos mudar: nossa postura. Pare e pense a respeito de algumas coisas que absorvem nossa atenção e energia, todas elas inevitáveis: as condições do tempo, as atitudes e críticas dos outros, quem ganhou ou perdeu o jogo, atrasos nos aeroportos ou salas de espera, resultados de exames médicos, preço do combustível e dos alimentos.

Deixe de gastar energia lutando contra o inevitável e empregue suas forças em manter a postura certa. As coisas sobre as quais não podemos fazer nada, não devem sequer ocupar-nos a mente.Outra opção é úlcera, câncer, mau humor, depressão.

Vamos decidir a cada dia manter uma postura de fé, alegria, convicção e compaixão. Domine sua mente!


Mentira e estresse, uma relação mais que provável
Por Francisco Galindo – http://www.yahoo.com.br

O estresse e a fadiga não acontecem por causa do que está a nossa volta, como muitos erroneamente pensavam. Eles são consequência de uma espécie de prisão mental que às vezes criamos por culpa do perverso costume de mentir. Quando não dizemos realmente o que pensamos a nossos familiares, amigos ou companheiros de trabalho entramos nessa prisão psíquica na qual estamos inconscientemente envolvidos.

Frente a essa atitude tão comum na maior parte do gênero humano, o psicoterapeuta americano Brad Blanton defende, em “Radical Honesty” (Honestidade Radical, em tradução livre), um livro de autoajuda que pode ser qualificado de “não-agradável”, um retorno à disciplina no exercício da verdade. O livro teve grande sucesso até o momento, e pode ser visto como um estímulo à disciplina que inspirou tratados de filósofos ilustres como Platão e Nietzsche.

Mentira na adolescência

Aprender a mentir é um longo processo que tem seu ápice na adolescência, quando começamos a nos perder em discursos sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Até definir a identidade e os papéis pode passar um longo período de tempo, variável de acordo com o grau de industrialização da sociedade na qual vive o jovem que busca as respostas.

Os bosquímanos, povo do sudoeste da África, adquirem sua identidade por volta dos 12 anos. Com essa idade já se casaram, deixaram sua esposa grávida, adotaram papéis próprios de adultos e é provável que mintam em raríssimas ocasiões. Enquanto isso, nas sociedades “avançadas” a adolescência pode durar dos 11 até depois dos 30 anos.

Blanton alerta em seu livro que as estatísticas revelam que a taxa de mortalidade que aumenta com mais rapidez em nossa sociedade corresponde ao segmento de idade compreendido entre os 15 e os 24 anos. O mais terrível é que essa taxa não se deve a causas naturais, mas a suicídios, overdoses, acidentes e homicídios. A razão do aumento deve ser buscada no esforço dos jovens por criar uma identidade própria.

A dificuldade dos jovens para dizer a verdade vai de encontro a seus melhores interesses e, além disso, gera neles estresse e a muitos arruína suas vidas. Nas consultas dos psicoterapeutas costuma-se relacionar esta dificuldade de enfrentar a verdade com o medo de crescer. É importante não se esquecer de que muitos jovens passam da superproteção de seus lares para um confronto direto com a vida para o qual não estão suficientemente preparados, o que implica aprender a não mentir se quiserem superar a mudança sem traumas.

Um longo caminho

Mas o caminho da aprendizagem da verdade para aqueles que superaram o trauma do descobrimento da identidade é longo. Salvo em alguns casos, o normal é que continuemos mentindo até aproximadamente os 30 anos, sem um padrão específico e de uma maneira inconsciente. Esse costuma ser o caminho habitual de acesso à época adulta e uma chave manuseada pelos astutos para o sucesso social. Todos aprendemos de uma ou outra forma a desenvolver e organizar as mentiras que aparentemente nos dão satisfação antes de poder renunciar à identidade que estivemos elaborando a partir da adolescência.

No entanto, há quem continue utilizando a mentira na maturidade para tirar o máximo proveito possível de sua existência. Um exemplo recente e esclarecedor foi o do financista Bernard Madoff, acusado de montar a maior fraude na história de Wall Street graças a sua habilidade de persuasão. No entanto, o problema nesse caso não foi falta de maturidade, e sim uma postura criminosa.

A partir de várias experiências, Blanton recomenda a quem tem dúvidas em relação à maturidade a “agarrar o touro pelos chifres”, iniciar-se na prática de contar a verdade emocional própria e falar abertamente o que pensa sobre os demais. Essa transição, que alguns consideram até “politicamente incorreta” se nos atermos às chaves das relações sociais, pode originar conflitos com nossos cônjuges, pais, irmãos, amigos e companheiros de trabalho. É, no entanto, segundo o psicoterapeuta americano, a maneira mais eficaz de se livrar de nossos demônios interiores e abrir a prisão mental que constitui a origem do estresse que habitualmente sofremos.

Um provérbio indiano lembra que “se você disser a verdade durante tempo suficiente, sua palavra se transforma em lei universal”. Esse nível de excelência é alcançado tão logo você admita que aquele que você é não é a pessoa que você fingiu ser até o momento.

Os riscos do estímulo

No entanto, Blanton é consciente de que nem tudo é cor de rosa, e que manter essa cruzada em favor da verdade tem seus riscos atualmente. O principal, para o psicoterapeuta, é o estímulo, fator que pode nos levar a uma realidade fictícia, que é o mesmo que uma mentira insuperável e que pode nos gerar estresse. Até o advento da Revolução Industrial, a vida das pessoas era curta e difícil, mas submetida a poucos estímulos. As novas experiências provocam um fluxo contínuo de estímulos e uma tensão permanente em nosso sistema nervoso.

Isso causa insônia, fadiga, perda de concentração, aborrecimento, depressão e sobrepeso, entre outros problemas. Também provoca estresse, hipertensão, doenças psicossomáticas e fantasias paranóides. Diante desse panorama tão pouco atrativo, Blanton adverte sobre não cometer o erro de recorrer ao “envenenamento tradicional” ou “sedação dos pobres” (álcool, drogas e comida) para enfrentar os problemas.

É preferível recorrer à alimentação saudável, ao exercício físico e aos tratamentos psicológicos para experimentar um bem-estar contínuo e natural. Optar pelo enfoque moralista habitual, que recomenda “esmerar-se mais para conseguir melhores resultados”, é uma forma de autoengano e de dar outra volta na chave da prisão mental que envolve nosso estresse.

PARA PENSAR…:

Por fim, podemos melhorar nossa postura em relação a isso? O que pode ser mudando para então ser dedicada nossa atenção? E o que não pode ser mudado e não devemos nos concentrar?

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