Você tem um dom para servir a Cristo… e está à vontade?

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“Vestiram-no com um manto de púrpura, depois fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram nele” – Marcos 15:17

Quanta humilhação Jesus suportou. Quanta afronta! Ficar debaixo do escárnio desses soldados, já no meio de tanta afronta e acusação, vejamos:

Neste contexto, Jesus já vinha sofrendo o processo imerecido de declínio para pagar por nossos pecados. Logo após a Ceia, o Senhor avisa Pedro que este O trairá e segue para o Getsêmani – sabendo que ali começaria a Sua agonia. Em seguida é traído por Judas. Na sequencia é julgado religiosamente pelo Seu próprio povo – pelos líderes que deveriam O adorar e honrar; logo depois é rejeitado pelo seu amigo Pedro. Por fim, é julgado pelo poder civil, e entregue na mão desses soldados.

Ali estava do Senhor do mundo! Ele de fato, como homem, foi capacitado pelo Espírito Santo a amar incondicionalmente a Deus e cumprir a Sua vontade, e a amar o mundo e de tal maneira que passou por toda essa humilhação – e o fez como ovelha muda que vai ao matadouro.

Eu admiro a capacidade de Jesus em se auto controlar por todo esse tempo. Ele poderia ter se enfurecido, mas não o fez. Ele poderia ter imediatamente pensado na Sua identidade: “Eu sou Deus, vocês são servos, não podem fazer isso comigo”, e, ato contínuo, ter acabado com tudo e todos os que estavam ali – e seria justo. Mas não, suportou tudo, até ser escarnecido por aqueles brutos soldados – e em seguida ainda viria a Via Crúcis e, então, a Sua crucificação. Havia pressão por fora e por dentro, esta incluindo o que ainda estava por vir.

Mas Ele não abriu a boca! “Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” – Isaías 53:7. A experiência no Getsêmani sem dúvida O capacitou (Mt 26.36-46; Mc 14.32-42;Lc 22.39-46).

A pergunta para nós é: como estamos nos preparando espiritualmente para a caminhada que Deus tem para nós a fim de sermos luz para este mundo? Ou será que estamos sendo trevas? Todos vamos enfrentar crises de renúncia – é preciso fazer uma opção, e, se for a certa, aperfeiçoá-la.

Os propósitos de Deus para você são grandes? Grandes serão as lutas e grande deverá ser a sua buscar – como a de Cristo foi – embora a dEle tenha sido a maior. Dons não vão lhe ajudar: a busca ao Espírito Santo aqui é pelo fruto – independente do seu serviço. E vale para a vida de todo cristão.

Você foi chamado para a obra de Cristo? Espelhe-se no seu Senhor e não neste mundo para a sua vida pessoal, familiar e preparo para o serviço cristão. Tampouco espelhe-se neste mundo “gospel” perdido que temos por aí. A referência é Cristo, conforme revelado nas Escrituras.

Ele teve que suportar e aguardar fazerem uma coroa de espinhos para colocarem em sua cabeça, machucando-O. O que passava em seus pensamentos nessa hora? Resposta: A vontade do Pai. “E retirou-se outra vez para orar: ‘Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade’ – Mateus 26:42. Ele se preparou, trabalhou sua vida espiritual.

coroaespinhosComo reagimos quando nos fazem coroas de espinhos? Focamos na vontade do Pai? Nos preparamos com oração sincera a Deus? Não longa, pois perceba que a prece do Getsêmani foi curta e até repetitiva. Mas foi sincera, e vinda de um homem que sempre trabalho na construção da sua espiritualidade! E valeu a pena:

Coroas“Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles”  – Isaías 53:10,11

De que maneira Jesus, como ser humano, conseguiu suportar tudo isso? A questão chave aqui é: Ele abriu mão da Sua vontade. Entregou-se a Deus, confiando que a vontade do Pai parecia difícil e até impossível, mas seria perfeita no seu final, como registra Isaías acima; e os Evangelhos mostram que Jesus conhecia e confia nas Escrituras, inclusive, quando adulto, com autoconsciência acerca do que elas profetizavam sobre Si – Lc 4.17-21; Mt 41-13; Mc 12.24; dentre outros.

Ele abriu mão do questão mais difícil para um ser humano fazer: a própria vontade, logo todas as outras foram possíveis, embora não fáceis e não sem sofrimento. Mas foi possível.

Vejo hoje em dia muita gente querendo saber muito e estudar Bíblia e Teologia e não estão errando, não, de jeito nenhum! Mas, o erro pode acontecer quando tudo fica no plano do intelecto, mas não toca a vontade. O alvo final do Discipulado está na vontade e não na razão – conquanto passe por esta e naturalmente a molde também, como parte indispensável para a vida cristã (Rm 12.1-2).

“Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” – Mateus 16:24

Você foi chamado para a obra de Cristo? Seja qual foi o dom que recebeu, precisa trabalhar você. Qual(is) vontade(s) da sua vida terá que abrir mão para a vontade de Deus ser executada através de você – afim de que se cumpram Seus propósitos perfeitos (Rm 12.2)?

Se você deixar o mundo moldar a sua personalidade, sua vida, seu papel em família e todo o resto, SEMPRE estará em busca da sua vontade – pois é isso que o mundo busca. Se for Deus, precisa haver renúncia – mas terá uma vontade perfeita e não corrompida pelo mundo, pelo pecado e pelo diabo – e vitoriosa em seu fim, fazendo-nos conhecer mais a glória de Deus, pela Sua graça.

Onde faço isso? É preciso fazer assim com sua vida toda, incluindo seu casamento, família, trabalho – e não somente no serviço da igreja; mas em todos os seus papéis bíblicos. E, quanto maior a responsabilidade e o serviço, maior será a renúncia.

Se você tem um dom para servir (e todo cristão o tem), não pode ficar à vontade… pelo menos não à sua vontade, mas à vontade de Deus. Além de servir na Obra, o crente serve a Deus com sua vida, através do discipulado. Sei que não é simpático este tipo de pensamento no mundo evangélico contemporâneo, pois não se fala de casa, carro, dinheiro, promessas e vitórias neste mundo… mas fala da Bíblia e das vitórias para a Obra de Deus.

Que Ele nos ajude. Em Nome de Jesus, Amém.

Pr. Leandro Hüttl Dias

Domesticando um deus próprio

bbíblia.png“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” – João 14:15

Vejo o quanto as pessoas falam de Deus hoje em dia. Mas, na verdade, um deus domesticado, não o Deus Senhor e Soberano das Escrituras. As pessoas querem Deus, mas não querem crer integralmente em Sua Palavra, tampouco segui-la, pois isso implica em abrir mão de seus desejos e vontades.

Eu sei que não é fácil, mas acho interessante como cada um cria um deus para a sua consciência tranquila. O deus de um pode só ser louvado com lindas músicas, mas tolera o pecado na vida do indivíduo tranquilamente, o de outro nada sabe sobre a vida, apenas é guiado pelo seu “adorador”. São “deuses” que são usados quase que como bichinhos de estimação: o indivíduo está com ele quando quer ou pode, e ele está ali para agradar e distrair.

Não vejo, na massa que fala sobre Deus e encaminha tantas belas imagens e frases pela internet, um serviço à Sua Majestade, o Senhor, que nos deu a Salvação, uma obra fantástica, que é a Bíblia, como revelação de Si Mesmo e da Sua vontade e Seu Espírito Santo para nos capacitar. O que vejo são muitas pessoas querendo viver a sua própria vontade, numa espiritualidade ao seu jeito, e, repito, domesticando um deus próprio.

Volte-se para a Palavra do Senhor, nela está o verdadeiro – e único caminho – para o Pai. O resto é invenção. Submeta-se à Palavra de Deus e não queira fazê-lo se submeter a sua.

Em Cristo, e pela Palavra,

Pr. Leandro Hüttl Dias

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“Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações” – Colossenses 3:16.

Siga o Mestre: atitude, pela fé.

jesusinterrogando“…E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos” (Marcos 11.27)

Fico imaginando a cena. Os ensinos de Jesus estavam perturbando a classe religiosa estabelecida – Jesus estava fazendo o que eles não estavam.

Aproximam-se de Jesus os sacerdotes, escribas e anciãos, – e um pouco de cada grupo (de fato Jesus estava perturbando). Do ponto de vista social, eles eram o poder religioso, chegando no plural, e Jesus era apenas um carpinteiro, sem nenhuma patente espiritual (Jesus como homem). Pensa na opressão e pressão que isso significava.

Entretanto, Jesus não se intimida com isso. Acho fantástico a convicção que Ele tinha e a comunhão com o Pai para se levantar contra esta classe poderosa da época que muitos temiam e sequer teriam a ousadia de contrariar.

Mas Jesus não. Ele não teme, não se intimida. O versículo seguinte diz que eles perguntaram a Jesus com que autoridade Ele fazia o que fazia. Ora, o cenário está armado, os “poderosos” chegam e perguntam, inquirem, e ainda por cima fazem uma pergunta dessa. Era de tremer nas bases para um judeu do primeiro século.

Jesus não somente não se intimida, como reage com a própria autoridade que é questionada: Ele faz outra pergunta. Mais: uma pergunta sem resposta favorável a tal classe de “poderosos” – tanto que eles não souberam responder:

“Então responderam a Jesus: ‘não sabemos’. E Jesus, por sua vez, lhes disse: ‘nem tampouco vos digo com que autoridade faço essas coisas'” (Marcos 11.33)

Pensa! Os arrogantes do início ficaram sem a resposta que queriam, chegaram em maior número, com todas as suas patentes e foram desbancados por um único homem, humilde, mas de extrema ousadia, comunhão e fidelidade para com Deus – e ainda não conseguiram responder a pergunta com a qual foram confrontados.

Os seguidores de Jesus precisam também se espelhar em sua ousadia, e receber dEle, pela fé, atitude.

Não sigamos somente os ensinos do Senhor, mas sejamos imitadores de suas ações, com a mesma disposição de fé. Amém!

E quando eu não entendo a Deus?

Nem sempre conseguimos entender Deus, e o motivo é óbvio: nossas limitações esbarram na eternidade do Criador. Então, como resolver essa equação, quando nos deparamos com situações em que não entendemos o agir de Deus?

1) Conhecer o que a Bíblia diz acerca da Pessoa de Deus, Seu caráter e Seus modos de agir

2) Entender que nenhum dos atos de Deus são divorciados de Seus atributos, que a Bíblia diz que são de Grandeza e Bondade (incluindo onipotência, oniciência, onipresença justiça, amor…)

3) Aceitar que qualquer coisa que eu não entenda deve ser aceito pela fé, crendo que Deus está sendo justo, amoroso e bom – exatamente porque Ele não pode fazer nada diferente do que Ele é: amor e justiça.

Que Deus abra nosso entendimento e nos dê clareza cada dia mais sobre aquilo que não compreendemos sobre este mundo, e o caminho para isso é crer em Jesus, o Filho de Deus como a única Verdade e Caminho para o Pai, estudar a Bíblia como Palavra de Deus, receber assistência do Espírito Santo para compreender a mensagem Revelada nas Escrituras. 📖

Graça e paz, 

Pr. Leandro

Fé vendida

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Pintura da Venda de Indulgências, Séc. 16.

 

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Banner Campanha da Prosperidade, Séc. 21.

 

Nas imagens, duas eras, mas o mesmo pecado do coração dos homens – inflamados por Satanás, naturalmente.

Muitas igrejas hoje cometem o mesmo erro da igreja no passado: buscam enriquecimento para fins humanos e não recursos financeiros legítimos para o sustento da obra de Deus. Antes, “vendiam” a salvação e o perdão dos pecados, buscando aliviar consciências culpadas; hoje “vendem” as bênçãos de Deus, despertando a ganância do coração dos homens. Além disso, exaltam pessoas, no lugar de apenas amar e respeitar o próximo.

Tudo isso deixando de lado a Palavra de Deus. E, sempre que ela é esquecida, inclusive no propósito da igreja (e sobretudo nele), as pessoas, mesmo que se digam cristãs, se perdem pelo caminho humano do pecado.

A saída? Reconhecimento do erro, arrependimento e confissão do mesmo diante de Deus, e, no plano natural, abandono do caminho errado acerca do que é ser igreja e um retorno aos padrões da Bíblia. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. Hebreus 13:8.

Se você faz parte de uma igreja, não compare a prática com a tradição ou com o que lhe disseram que é certo, mesmo que seja alguém da sua família, mas, compare sua igreja com a Bíblia e veja no que ela pode se tornar mais pura aos olhos de Deus.

O objetivo é trabalhar na pureza das igrejas e não apenas apontar o engano. Mas, para que igrejas sejam puras, é preciso que indivíduos estejam buscando aperfeiçoar a sua salvação, pela graça, por meio da fé.

Que Deus nos ajude a sermos fiéis à Sua Palavra até a morte, em Nome de Jesus, amém.

Pr. Leandro

Famílias que abençoam outras famílias

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Filipenses 4:8 | Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.

A tentativa deste mundo é criar mudanças de fora para dentro, buscando infiltrar a mente e os coração das pessoas.

Não pensemos que o diabo consegue mudar a sociedade do dia para a noite. Faz muitos e muitos anos que ele está trabalhando na desconstrução do modelo familiar. Muita coisa que vemos hoje e nos escandalizamos é simplesmente fruto de pensamentos corrompidos no passado.

Ele não começou atacando o formato de família como estamos vendo em nossos dias. Ele começou de fora para dentro, estimulando o pensamento, a imaginação, por meio de filmes, novelas, músicas, séries, livros e afins (dentre outras estratégias) para que, uma vez alcançando o interior, pudesse trabalhar na transformação cada indivíduo.

Assim, mesmo que o formato externo da família seja preservado os corações estão inchados pelo pecado, desejosos pelo mundo.

Mantém-se a aparência de família, mas sem sua essência, até que, por fim, o exterior também se quebre e temos um geração que se sente livre, mas escrava da insegurança, que, em parte, existe em função de não usufruírem desta estrutura planejada por Deus.

Uma das formas de afastamento da família é o isolamento, disfarçado por muitos relacionamentos com pessoas de fora. Muitos “amigos”, muitos contatos, muitos prazeres, mas nenhum laço, nenhum vínculo, nenhum afeto, nenhum cuidado. Cada um cuida de si…

É preciso cuidar com relacionamentos, quando eles forem só relacionamentos por si mesmo. Ou se são relacionamentos apenas para o prazer, pois ficamos sem afeto duradouro, sem compromisso, sem responsabilidade – sem nada permanente -, o que é tão importante para a segurança humana.

Nossas famílias cristãs precisam buscar para si a fim de também transbordarem para outros. Nossa missão é ser “sal da terra e luz do mundo” e não ser sal e luz para a igreja. A igreja já tem luz, sua missão interna é de edificar-se, mas, para o mundo precisamos levar, como indivíduos e como família, luz e valores.

Nossas famílias não servem à igreja? Não temos famílias inteiras com cargos e ministérios? Assim também a família precisa se ver atuando neste mundo!

O primeiro passo de nossas famílias missionárias, é preservar os valores espirituais da fé em Jesus, pois além deste ser o motivo de permanecermos firmes, será o único meio do mundo perseverar no modelo de família, restaurar famílias quebradas e buscar solução para os conflitos familiares.

A família cristã também deve perseverar na essência e não apenas na aparência, assim as famílias cristãs estão sendo exemplo, referência e testemunho deste modelo criado por Deus, portanto perfeito – e não suscetível a mudanças, diante de um mundo que está abandonando a estrutura familiar.

Precisamos vencer nossos conflitos por meio da fé, pois precisamos, além de vencer, ter a experiência para levar as pessoas de como enfrentarem seus desafios, naquilo que Deus quiser nos usar.

Mas, mesmo que não venhamos a enfrentar certos tipos de problemas não é nossa experiência que conta (a menos que Deus queira usá-la), mas nossa mensagem de salvação, perdão e direção – O Evangelho.

O fato é que precisamos abençoar outras famílias. Para isso precisamos ter cuidado para não perdermos nossa identidade.

Portanto, vamos relembrar:

1 – Precisamos como família perseverar na fé, em nossa busca espiritual;
2 – Precisamos como família perseverar em nossa essência, cuidando, vigiando para não abandonarmos esta estrutura segura criada por Deus;
3 – Precisamos como família vencer nossos conflitos por meio da fé, da espiritualidade, da oração, do conhecimento bíblico, ou seja, buscando o verdadeiro Deus através de Jesus. E levar esse testemunho quando Deus assim quiser nos usar.
4 – Mas isso não é tudo, portanto, devemos, como família, pregar o Evangelho acima de todas as coisas! Assim como servimos na igreja em família, podemos servir a Deus no mundo com o formato familiar também, além do que podemos fazer como indivíduos.

Para isso vale a penas meditar em 1 Coríntios 15:58:

Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.

Que o Senhor nos ajude a fim de que nós sejamos bênção para muitos lares, em Nome de Jesus, amém!

Pr. Leandro Hüttl Dias

Feliz 2017!

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“Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se” – Apocalipse 22:11

Caros amigos,

Mais um ano nos acompanhou em nossa peregrinação nesta terra. Erramos, acertamos, perdoamos, pedimos perdão. Vivemos; fomos cristãos.

O balanço de fim de ano do crente é diferente do que ainda não segue os passos de Jesus. Temos a certeza de que Deus é poderoso para perdoar nossas falhas, desde que tenhamos refletido sobre elas, nos arrependido e desejado de coração mudar. O importante nos erros não são eles em si, mas nossa postura depois de uma grande falha. Vamos continuar buscando a Deus para nos santificar, ou está bom até o ponto que avançamos? Já estamos bem, em nossa avaliação; já podemos entrar no céu sem mais nenhum tipo de mudança em nosso viver (em casa, no trabalho, com a igreja…), ou temos a consciência de que tudo apenas começou?

Mais um ano e é oportunidade de rever nossa vida espiritual. Aquele que ainda não se entregou a Cristo vai primeiro fazer o balanço do que ganhou ou perdeu materialmente, do que quer conquistar. Nós fazemos isso… depois! O descrente, até que conheça o Senhor, continuará fazendo o que é errado – o mundo continuará sendo o mundo. Quanto a nós, precisamos entender que fomos separados deste mundo e que precisamos ser luz para que outros venham para o Reino de Deus, pela graça, por meio da fé, numa obra soberana de Jesus Cristo, onde somos instrumentos vivos. Isso nos leva a uma segunda reflexão de ano novo: quantas almas alcançamos este ano? Em quantas vidas semeamos as Boas Novas de Jesus, que é o Evangelho?

Que Deus nos abençoe e ajude a ter um balanço ainda melhor no final do outro ano, pensando em nossa santificação e em nosso serviço para o Reino que deve gerar edificação nos irmãos e o alcance de pessoas para Cristo.

Um Feliz 2017, com um grande e forte abraço!

Pr. Leandro

A chance do jovem rico

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“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me” – Mc 10:21

Essa passagem é forte não apenas em função do apelo ao desapego dos bens materiais. Para o jovem rico desta passagem bíblica o confronto de Jesus foi referente às suas riquezas, vemos pelo contexto que era algo difícil para ele renunciar: “Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades” – Mc 10:22 (mas, mantenhamos em mente: qual é o nosso?).

Duas situações me chamam a atenção neste cenário. Primeiro o fato de Jesus ter fitado o jovem, e pela informação seguinte “o amou”, vemos que este fitar foi de cuidado, sentindo e sabendo na alma o que era preciso o jovem fazer a fim de atender sua necessidade espiritual.

O segundo ponto que me chama a atenção é a reação do jovem. A Bíblia diz que ele ficou contrariado. Fui checar essa palavra “contrariado” no original bíblico e encontrei uma definição diferente da que entendemos. Não significa que ele ficou revoltado, como muitos da geração “mimimi” de hoje ficaria. A palavra de fato remete a um estado de pesar, de tristeza, como o próprio texto frui e explica depois. Vamos nos lembrar que o jovem queria a salvação e a vida eterna, mas o preço foi alto demais para a confiança dele.

Assim seguimos nós quando não conhecemos Jesus. Confiamos em muitas coisas para nos sentirmos firmes, seguros e independentes. Mas, salvação não é apenas adentrar aos portões do Paraíso após a morte, envolve entrega aqui nesta terra também e confiança absoluta em Deus, que passa a governar a sua vida.

Para o contexto judaico em que isso aconteceu o confronto com a riqueza tem ainda outro significado, o judeu cria que a riqueza ganha honestamente era um sinal da bênção de Deus. Renunciar bênçãos por salvação parece uma loucura até para muitos evangélicos de hoje, que procuram congressos milagrosos para enriquecimento, curas e milagres – às custas de enriquecer os hereges que se dizem pastores do rebanho de Cristo.

“Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível “- Mc 10:27

Jesus mais uma vez fita o olhar e mostra a solução para todos estes problemas. Mas eu creio que Ele não estava fitando o olhar nas pessoas em si, mas, antes, em sua condição humana e pecadora. Isso volta o olhar de Cristo para nós, para todos nós. Este olhar nos fita e nos confronta com amor, sabendo do que precisamos das respostas que buscamos, mas que não queremos pagar o preço da renúncia.

A solução está, mais uma vez – e sempre -, em Deus. Ele pode nos dar graça para atendermos ao seu confronto. Não estou dizendo que não vai doer – o texto diz que vai ser possível, não que será fácil. Qual é o seu confronto?

Não faça como o jovem rico da passagem de Marcos 10.17-31; não volte atrás depois de ter ido à Jesus, mas avance e peça a graça que torna possível qualquer coisa – ela é a garantia.

Resultado? Vida eterna no paraíso e vida na terra dirigido, guardado e cuidado por Deus, mesmo em meios às lutas que o ambiente nos proporciona. Você terá todas as suas necessidades atendidas – materiais e espirituais; Deus não desampara. Pode corresponder ao olhar fito de Jesus – Grandes coisas estão por vir por trás deste olhar.

Em Cristo,

Pr. Leandro

Prioridades para a vida

Século 21. Numa era de tanta confusão e conflitos de direção, a Bíblia é capaz de nos orientar para a vida prática, de maneira a fornecer prioridades que possam ser aplicadas no cotidiano, que tragam ordem ao caos; ou a Palavra de Deus é apenas especulativa e se ocupa somente com o tempo por vir? A resposta é sim, ela é suficiente para nos dar direção para esta era! Ouça essa mensagem e deixe a Palavra de Deus falar ao seu coração e mente acerca de prioridades para a vida.